Organização do espaço para bebês na creche: mapeamento e diálogo com normativas e documentos brasileiros (2009-2024)

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Thatiane do Nascimento Castro de Oliveira
Raiza Fernandes Bessa de Oliveira
Maévi Anabel Nono

Resumo

Neste artigo se relata uma pesquisa documental, de natureza qualitativa, na qual se objetivou evidenciar e discutir como a organização do espaço para bebês na creche se apresenta nas normativas e documentos para Educação Infantil publicados no Brasil no período 2009-2024. Foram analisadas três normativas brasileiras: Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, Base Nacional Comum Curricular e Diretrizes Operacionais Nacionais de Qualidade e Equidade para a Educação Infantil e quatro documentos: Indicadores da Qualidade na Educação Infantil, Critérios para um atendimento em creches que respeite os direitos fundamentais das crianças, Brinquedos e brincadeiras de creches: manual de orientação pedagógica e Parâmetros Nacionais de Qualidade e Equidade para a Educação Infantil. Os resultados indicam um avanço progressivo das normativas, que passam de princípios gerais (segurança, acolhimento, desafio) a objetivos de aprendizagem específicos e, finalmente, a parâmetros mensuráveis da dimensão física do espaço (infraestrutura, mobiliário, materiais, acessibilidade). Os documentos orientadores cumprem uma função de tradução prática, convertendo diretrizes abstratas em perguntas concretas, listas de verificação e exemplos organizacionais, favorecendo a autoavaliação institucional e a qualificação das práticas pedagógicas. A discussão revela a centralidade de princípios como autonomia, movimento livre e exploração sensorial dos bebês, integrando as dimensões física, relacional e cultural. Conclui-se que o quadro normativo e documental brasileiro é consistente e detalhado, mas sua efetiva materialização no cotidiano das creches depende de políticas de formação docente e de investimentos em infraestrutura que incorporem a organização do espaço como eixo estruturante do currículo.

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Como Citar
de Oliveira, T. do N. C., de Oliveira, R. F. B., & Nono, M. A. (2026). Organização do espaço para bebês na creche: : mapeamento e diálogo com normativas e documentos brasileiros (2009-2024). EduSer, 18(2). https://doi.org/10.34620/eduser.v18i2.441
Secção
Artigos
Biografias Autor

Thatiane do Nascimento Castro de Oliveira, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, câmpus de São José do Rio Preto; São José do Rio Preto; Brasil.

Mestranda no Programa Multidisciplinar Interunidades de Pós-Graduação Stricto Sensu Ensino e Processos Formativos (Unesp São José do Rio Preto, Ilha Solteira e Jaboticabal), bolsista CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Membro do Grupo de Pesquisa Professores e gestores de Educação Infantil: formação, saberes e práticas, cadastrado no CNPq. Professora Efetiva da Rede Municipal de Ensino de São José do Rio Preto - Educação Infantil - (2014-atual). Participante do Grupo de Estudos Colaborativos para Ingresso na Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado e Doutorado), vinculado ao Grupo de Estudos sobre Comunidades de Aprendizagem e Políticas Públicas Educacionais Equitativas: planejamento, gestão e avaliação da formação de professores, UNESP/Bauru-Araraquara (2023-atual). Realiza pesquisas e estudos a fim de evidenciar e discutir como a organização do espaço para bebês na creche é abordada em normativas e documentos nacionais de Educação Infantil no que se refere às formas como é conceituada e às orientações sobre essa organização oferecida para docentes e gestores de escolas de Educação Infantil e também como as pedagogias participativas, discriminadas para a ressignificação das práticas educacionais priorizando o protagonismo infantil desde os primeiros anos de vida.

Raiza Fernandes Bessa de Oliveira, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, câmpus de São José do Rio Preto; São José do Rio Preto; Brasil.

Doutora em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e em Teoria e Pesquisa Educativa e Social pela Università degli Studi Roma Tre (UniRoma Tre, Itália). Mestre em Ensino e Processos Formativos e Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Docente e Pesquisadora no Departamento de Educação do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE/UNESP). Supervisora do Núcleo Negro da Unesp para Pesquisa e Extensão (NUPE, GT Local). Integra o Grupo de Pesquisa Professores e Gestores de Educação Infantil: formação, saberes e práticas e é membro do Centro de Pesquisa da Criança e de Formação de Educadores da Infância (Cfei). Possui como temáticas de interesse: Educação Infantil; relação teoria e prática na docência; saberes e concepções docentes; função social da escola pública; e educação antirracista.

Maévi Anabel Nono, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, câmpus de São José do Rio Preto; São José do Rio Preto; Brasil.

Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), mestre e doutora em Educação pela UFSCar. Desde 2006, exerce a função de Professor Assistente MS3-2 na Universidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, câmpus de São José do Rio Preto, SP, lecionando no curso de Pedagogia e exercendo atividades de gestão, pesquisa e extensão. Desde 2016, é docente do Programa Multidisciplinar Interunidades de Pós-Graduação Stricto Sensu Ensino e Processos Formativos (UNESP São José do Rio Preto, Ilha Solteira e Jaboticabal). É líder do Grupo de Pesquisa Professores e gestores de Educação Infantil: formação, saberes e práticas. Possui experiência e publicações na área de Educação, com ênfase em Formação de Professores e Educação Infantil, atuando principalmente nos seguintes temas: formação inicial e continuada de professores e gestores da Educação Infantil, ensino e gestão em escolas de Educação Infantil, casos de ensino como metodologia de formação docente e de pesquisa, professores iniciantes na Educação Infantil.

Referências

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